
A radiodifusão de Brasília vive um momento de silêncio estratégico. Nos bastidores, uma transição de poder chama a atenção do mercado: após a interdição judicial do comunicador Vigão, sua filha, Flávia Veloso, assumiu o controle absoluto dos negócios, incluindo a icônica Rádio Atividade.
O cenário, contudo, é complexo. A nova gestão herdou não apenas a marca, mas um passivo robusto que envolve dívidas tributárias, trabalhistas e pendências com o Ecad, além de uma longa lista de escritórios de advocacia que buscam reparação na justiça. ⚖️
Para muitos observadores, o que deveria ser um processo de sucessão familiar tornou-se uma operação de sobrevivência. Relatos apontam para um distanciamento de outros membros da família e uma centralização de decisões que isolou o patriarca. Hoje, o homem que foi símbolo de luxo e extravagância vive a dependência de cuidados, enquanto a filha tenta, segundo fontes, “manter as aparências” diante de credores e da opinião pública.
Será que a reinvenção da rádio é possível sob este modelo de gestão? Ou estamos diante de uma estratégia de poder que prioriza o controle em vez da preservação do legado? A era digital não perdoa erros e a transparência é o ativo mais caro do mercado atual.
A pergunta que fica para o Distrito Federal é: onde termina a tutela familiar e onde começa o interesse corporativo?
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